Definição sobre a FAP poderá sair nessa segunda, 07-05-2018

Pasta contém assinaturas do abaixo-assinado
Foto: divulgação 

A instalação da Faculdade de Antônio Prado(FAP) foi planejada pelos empresários Eduardo Rubini e Pedro Bocchese em função do potencial socioeconômico e da carência da formação profissional existente em Antônio Prado e região.  De imediato iniciaram os trabalho de busca por  locais com estrutura pronta para receber a FAP, mas todas tornaram-se inviável, alguns casos para os empresários outros para os donos dos imóveis.  
Opções de terrenos públicos também estiveram na lista, mas a falta de enquadramento para o uso da faculdade, a falta de acessibilidade e a incapacidade de locação para alunos por sala e de expansão, foram abandonadas.
Como herança, um dos empresários recebeu um terreno localizado no centro da cidade em frente à Escola Interativa com extensão suficiente para comportar os três prédios da nova instituição de ensino e de fácil acesso. Assim, a FAP, faculdade de ensino de graduação (tecnológica, licenciatura e bacharelado), de pós-graduação (latu-sensu), de pesquisa e extensão, de nível técnico, profissionalizante, de idiomas e de projetos sociais, seria construída.  Mas havia um longo caminho ainda.   De suma importância para a comunidade,  os empresários  buscaram no poder público as licenças ambientais pertinentes.  Além dessas, a liberação pela Administração  Municipal da licença de Instalação e Declaração de Utilidade Social da área, com isso poderiam utilizar a área. Tudo estava andando conforme o esperado, dentro do prazo e das normas exigidas pelo Município.
Com tudo em mãos, os empreendedores deram início à limpeza do terreno. Mas uma denúncia sobre possíveis irregularidades em corte de araucárias, a presença de um córrego no terreno ao Ministério Público, levou o Promotor  responsável pela Comarca de Antônio Prado Dr. Stéfano  Lobato Kaltbach a verificar in loco os trabalhos realizados no terreno.  Segundo o promotor, foi constatado o corte de diversas araucárias e supôs que o terreno apresentava inclinação superior a 45°. De imediato solicitou a paralisação temporária  dos trabalhos, solicitou o envio de documentos sobre a obra e apresentou  um prazo de dez dias para avaliar os documentos . 
Entre a documentação, o empresários apresentaram argumentações técnicas ao Gabinete de Assessoramento Técnico (GAT),  baseadas em estudos realizados por engenheiro civil e  geografo que o local comporta o empreendimento. Mesmo assim,  os assessores do GAT,  reafirmaram em parecer técnico emitido em 25 de abril,  que o “projeto do empreendimento tal qual como está apresento, possui alto grau de impacto ambiental na medida em que prevê canalização de curso d’água e intervenção em área de preservação permanente”.  
O empresário Eduardo Rubini (que em comum acordo com o sócio, optou em não manifestar-se sobre a situação até a entrevista do promotor aos veículos de comunicação da cidade) acredita que a solução do impasse com o MP poderá ocorrer na próxima segunda-feira, 07 de maio, quando haverá reunião dos empresários e representantes do Município de Antônio, com o Promotor e os técnicos do GAT.  Caso ao contrário, a ação pode se arrastar por até um ano. Mas, como o próprio promotor afirmou em entrevista a nossa redação: “os empresários em todos os momentos mostraram empenho para uma solução informal e rápida”.
Na última sexta-feira, 04 de maio, foi anexado ao inquérito o abaixo-assinado de iniciativa da sociedade civil com mais de 7 mil assinaturas  demonstrando o interesse publico e social do empreendimento.  

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